PRELEÇÃO

Preleções - além do senso comum

 

Conversa com o grupo antes dos jogos pode ser fundamental para complementar a preparação

Autor: Rodrigo Leitão

 

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14 - Década de 1990 | Inicio da modernização do futebol brasileiro

Se consultarmos em um dicionário a definição da palavra preleção, encontraremos (dentre outras que se aproximam) a de que ela é um tipo de "discurso" ou "conferência didática".

Certamente, muitos de nós, quando escutamos falar em preleção, rapidamente somos remetidos ao pensamento da conversa pré-jogo ou competição, como um complemento ou suplemento final de informações sobre o jogo ou como uma "injeção" motivacional voltada para a partida. Devemos, no entanto, olhá-la também como possibilidade presente durante as sessões de treinamento (e aí talvez muitos digam que preleção em treino é reunião, e não preleção).

Independentemente do nome que damos a ela, a preleção é uma ferramenta didática importante que se utilizada antes de um jogo, completa um ciclo de trabalho planejado para a partida. Se utilizada na semana de treinamentos, auxilia na composição mais eficaz do trabalho (solucionando dúvidas, problemas e dando significado e mais consistência aos treinos).

Quando se acaba uma partida, o treinador já deveria estar concentrado na próxima, de tal forma que a conversa pós-jogo (que é necessária, sim!) seja o marco inicial dos preparativos para o jogo seguinte (ou seja, ela deve ser pensada como primeira preleção para o próximo jogo).

Se entendermos a semana de trabalho que prepara para uma partida como parte de um processo, olhemos a preleção pré-jogo como final dessa "parte".

Ingenuamente, corremos o risco de acreditar que essa preleção pré-jogo representa momento único e exclusivo para sensibilizar jogadores a colocarem suas "vidas" em campo. Daí atribui-se com certa freqüência, como resposta ao mau desempenho em campo, a ineficiência da preleção em injetar ânimo nos atletas.

A preleção pode e deve, sim, colaborar como algo a potencializar o desempenho atlético. Mas assim é também a semana de trabalho. Todo dia, o tempo todo, cada treino deve ser uma oportunidade única dentro do processo para dar significado àquilo que se treina (significado físico-técnico-tático-mental). A motivação para o jogo precisa nascer nos treinos. A motivação para os treinos deve partir da significação dos mesmos.

Dar significado representa transcender barreiras culturais (para não deixar o treinador refém do idioma quando trabalha em outros países, por exemplo).

Creio realmente em um conceito de preleção que perspectiva outro paradigma, que não o concebido normalmente.

Façamos uma reflexão:

Nas sessões de treinamento, defendo uma estrutura de treino enunciada na obra "Pedagogia do Futebol", do professor João Batista Freire. Nessa estrutura, o treino/aula é caracterizado por cinco momentos específicos. Concentremo-nos nos momentos um e cinco dessa estrutura.

O momento um refere-se à conversa inicial do treino (na qual resgata-se discussões sobre os conteúdos do processo, temas extra-treino que complementam o treinamento ou a formação do jogador e na qual também se discute o que virá na sessão de treino propriamente dita). O momento cinco refere-se à conversa final do treino (na qual discute-se o que fora realizado no treino, problemáticas, soluções, buscando consolidar a significação das atividades realizadas).

Cada treino então é uma esfera integrada de atividades que contempla, dentre outras coisas, pelo menos duas conversas didáticas (conversa não é monólogo!).

Ao transferir a mesma estrutura (estrutura da sessão de treino) para uma semana competitiva (por exemplo, com um jogo no domingo e outro na quinta-feira), abordaríamos a conversa pós-jogo do domingo como oportunidade para preparar a equipe para o jogo da quinta-feira.

Então, a conversa pós-jogo do domingo seria a conversa inicial preparativa para o jogo da quinta (ao mesmo tempo em que é conversa final do jogo de domingo).

A preleção pré-jogo da quinta seria conversa final da semana que começou no domingo ao mesmo tempo em que é conversa inicial do jogo propriamente dito.

A todo momento, se entendermos a preleção como "conferência" ou conversa didática, seja na sessão de treinamento, seja no pré-jogo, seja na semana de trabalho, é primordial que (como ferramenta didática) ela possa atingir a todos os atletas (visuais, auditivos e cinestésicos) e aumentar a eficácia do processo. Para isso, treinadores devem estar atentos a todos os recursos que possam potencializar esse momento.

As preleções precisam ser complemento técnico-tático-físico-mental e não simplesmente "motivacional".

As preleções devem ser entendidas como trechos de um caminho, elementos de um processo, não como algo com fim em si mesmo.

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Escrito por ws-limafutebol às 19h05
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Escrito por ws-limafutebol às 18h52
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LUXEMBURGO

Sou rotulado que levo a minha 'patota' para todo lugar e que sou caro. Mas sou barato pelo retorno que dou ao clube", contestou Luxemburgo, que destacou a importância de ter profissionais dessa estirpe ao seu lado no projeto da agremiação.

Escrito por ws-limafutebol às 18h36
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Escrito por ws-limafutebol às 18h36
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FUTEBOL

       Vitória não tem preço,é como vejo o futebol que é uma relação custo beneficio, para consequir resultados você tem que  empreender estruturar e pra isso exige-se investimentos, pois o futebol como a vida é feito de diferenças, existem qualidades de todos os preços.Mais para atingir  a satisfação popular é preciso que tudo seja de acordo e do tamanho dos interesses.

Escrito por ws-limafutebol às 17h09
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RESPOSTA

 Walter Sousa Lima
11/12/2008 @2:46 pm  

Já fui treinador do são raimundo em algumas oportunidades,em todos os momentos vesti a camisa do glorioso alvinegro com total respeito e dedicação,em todos os momentos fizemos grandes campanhas,campeão Santareno, da copa da amizade,campeão Paraense da primeira fase,vitórias inesqueciveis contra todos os clubes do pará, coloquei na elite do parazão e na serie C trabalhei 112 vezes pelo São raimundo e ganhei 86.Mais incrivelmente nunca fui procurado no momento em que tudo é favorável.
Negociar é uma arte como também é uma arte ser etico,os dirigentes que me procuraram sairam da minha casa alardiando uma proposta que verdadeiramente eu dei,faltou ética.
Entendo que futebol não tem preço,vitória muito menos assim como é muito caro algumas vaidades inclusive o futebol.O futebol tem que ser trabalhado no sentido custo beneficio,se a vitória é consequencia do gol,você prefere o gol ou o chute pra fora? o artilheiro tem o seu preço.Mais caro..caro mesmo é uma derrota!!!

Escrito por ws-limafutebol às 16h55
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