O Inter joga em um tradicional 4-3-1-2 com constante troca de posição entre os homens de frente Nilmar e Alex, e que varia para um 4-3-2-1 (algumas vezes) com a movimentação do canhoto campineiro recuando por um dos lados. Na Copa Sulamericana, Tite achou uma formação ideal utilizando laterais de estilo europeu, ou seja, que dão prioridade à marcação e, no caso de um espaço pelo flanco, sobem alternadamente. São eles Bolívar - que é zagueiro de origem, mas já jogou como lateral na passagem de Muricy Ramalho pelo Beira Rio - e Marcão - mais acostumado a fazer as funções de lateral e zagueiro. Na figura abaixo está mostrada a disposição tática colorada.

O problema dessa montagem defensiva de Tite é que a equipe perde a alternativa de dois homens surgindo pelos flancos, ficando restritas aos volantes-laterais as subidas para auxiliar o ataque. Como isso não acontece com freqüência e sempre se dá de forma alternada, o Colorado ofensivamente é excessivamente dependente das triangulações e da movimentação do trio Nilmar-Alex-D'Alessandro. Assim, as tramas coloradas são sempre realizadas com trocas de passes curtos e centralizados e os atacantes abrindo sem bola em busca dos espaços existentes das meias para as laterais. Afinal de contas, os poucos homens de frente precisam estar mais próximos na execução dos lances ofensivos pela falta de homens de trás que incentivem a abertura de espaços pelos flancos.
Na prática, a estratégia de Tite funciona muito bem contra equipes que se lançam desordenadamente ao ataque e têm deficiências na proteção à defesa.